A primeira das cinco fotografias, tiradas por Elsie Wright em 1917, mostra Frances Griffiths com as supostas fadas.
Resumo
Durante a época da Primeira Guerra Mundial, em 1917, uma garota chamada Frances Griffiths, de apenas 9 anos, viajou para a Inglaterra com sua mãe para a casa de sua tia Polly Wright. Lá ela brincava com sua prima Elsie Wright de 16 anos. As duas meninas frequentemente brincavam juntas ao lado do córrego no fundo do jardim, o que era um grande aborrecimento para suas mães já que voltavam com os pés e roupas molhadas. Elsie e Frances como desculpa que só foram ao córrego para ver as fadas. Para comprovar que falava a verdade, Elsie pegou emprestado a câmera do seu pai. As meninas então foram ao córrego e voltaram com uma foto que tiraram da fada.
O pai de Else, Arthur Wright, por ser um fotógrafo amador possuía seu próprio
darkroom (sala escura). Ele então relevou a foto que as meninas haviam tirado. Nela revelou-se Frances atrás de um arbusto e quatro fadas que pareciam estar a dançar.
As fotos caíram nas mãos do escritor Sir Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes, e chamaram a atenção dele. Conan Doyle, como um espiritualista - doutrinas filosóficas ou religiosas que tem como fundamento básico a crença na existência do espirito como elemento primordial da realidade -, ficou entusiasmado com as fotografias e as interpretou como uma evidência clara e visível de fenômenos psíquicos. A reação do público foi mista; alguns aceitaram as imagens como autênticas, mas outros acreditavam que tinham sido falsificadas.
Mais quatro fotografias foram tiradas pelas garotas anos depois a pedido de Conan Doyle e outros espiritualistas famosos. Em uma deles, aparece inclusive um Gnomo.
Contudo, já velhas, elas revelaram ser tudo uma farsa. No início de 1980, Elsie e Frances admitiram que as fotos foram forjadas, usando recortes de papelão de fadas retirados de um popular livro para crianças da época.